quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Que tristeza... Vocês lembram?

Com frio depois de catar entulhos, Carlos André cobriu-se com papelão em meio à escuridão; trator passou por cima de sua cabeça
Menino adormece e morre esmagado
Por: | MAURÍCIO GONÇALVES - Repórter
 
Aos 12 anos de idade, Carlos André Silva Santos passou a noite trabalhando no Lixão de Maceió e dormiu lá mesmo. Não acordou. Foi esmagado por um trator às 4h da manhã de ontem.

O motorista da máquina que compactua o lixo garante que não viu o menino quando deu marcha a ré. Na escuridão, Carlos tinha se coberto com papelões para se proteger do frio, e o pneu passou por cima da cabeça dele.

Esta morte chama a atenção para uma prática cada vez mais comum entre as crianças que moram nas favelas Vila Emater 1 e 2, entre Jacarecica e o Sítio São Jorge. Todas as noites, uma multidão de meninos sobe para trabalhar nas montanhas do lixo produzido pelos moradores de Maceió. A exploração do trabalho infantil faz parte da rotina deste que é o lugar mais nocivo da cidade.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

TOMO POSSE (Eros Biondini)

Bençãos são derramadas a cada instante
Há sempre um novo milagre para acontecer
Deus quer quebrar as cadeias, romper as correntes
Quer libertar e curar todo aquele que crer
Eu tomo posse da graça de Deus
Tomo posse da cura Senhor
Tomo posse da benção de hoje
Eu espero na Tua promessa
Eu confio em Tua obra Senhor
Acredito na Tua palavra
No poder do Teu nome Senhor

sábado, 21 de janeiro de 2012

GENTE HUMILDE



Gente humilde
Garoto - Vinicius de Moraes - Chi
Tem certos dias
Em que eu penso em minha gente
E sinto assim
Todo o meu peito se apertar
Porque parece
Que acontece de repente
Feito um desejo de eu viver
Sem me notar
Igual a como
Quando eu passo no subúrbio
Eu muito bem
Vindo de trem de algum lugar
E aí me dá
Como uma inveja dessa gente
Que vai em frente
Sem nem ter com quem contar

São casas simples
Com cadeiras na calçada
E na fachada
Escrito em cima que é um lar
Pela varanda
Flores tristes e baldias
Como a alegria
Que não tem onde encostar
E aí me dá uma tristeza
No meu peito
Feito um despeito
De eu não ter como lutar
E eu que não creio
Peço a Deus por minha gente
É gente humilde
Que vontade de chorar

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co Buarque/1969
 
 

Minha Terra: Lugar Encantado...