domingo, 10 de julho de 2011

A Senhora É Rica?


"Ficaram diante da porta - duas crianças abandonadas em sujos casacos. 

- Tem algum papel velho, senhora? Eu estava ocupada. Eu quis dizer que não - até que eu olhei para os seus pés. Pequenas e gastas sandálias, ensopadas com a chuva. - Entrem e eu farei uma chávena de chocolate quente para vocês. Não houve nenhuma conversa. Elas deixaram as marcas das sandálias encharcadas sobre a soleira e todo o chão da sala. Eu  levei-as até à cozinha e servi-lhes chocolate quente e torrada com doce, tentando fortalecê-las contra o frio do lado de fora. 


O silêncio na cozinha atravessava-me. A menina segurava a chávena vazia nas suas mãos. O menino perguntou, 

- Senhora... você é rica? 
- Se eu sou rica? Claro que não! Eu olhei para minha toalha gasta sobre a mesa. A menina colocou a sua chávena de volta ao pires - cuidadosamente. - A sua chávena combina com o seu pires. Ela disse com uma voz velha, com uma fome que não era do estômago. Então as crianças partiram, levando os seus pacotes de papéis velhos contra o vento. Elas não disseram obrigado. Não precisavam. Elas tinham feito mais que isto. Eu fritei as minhas batatas e terminei o molho de carne. Batatas e molho de carne... um tecto sobre nossas cabeças... O meu marido com um bom e estável emprego. Estas coisas combinavam, também. Coloquei as cadeiras no lugar, apaguei o lume e arrumei a sala. As impressões barrentas das pequenas sandálias ainda estavam pelo chão. Eu deixei-as lá. 


Eu quero que as marcas estejam lá para o caso de eu me esquecer novamente do quanto sou rica. "Tradução e adaptação de Sergio Barros sobre texto de Marion Doolan

quinta-feira, 7 de julho de 2011

LUTA

Uma luta...


A rapariga da foto chama-se Katie Kirkpatrick, de 21 anos. Ao lado dela está o seu noivo, Nick, de 23. A foto foi tirada pouco antes da sua cerimónia de casamento, realizada em 11 de Janeiro de 2005 nos Estados Unidos. Katie tem um tumor em estado terminal e passa horas por dia em tratamento. Na foto Nick aguarda pelo final de mais uma destas sessões.



Apesar de ter de recorrer a morfina por sentir muita dor e de vários dos seus órgãos estarem em falência, Katie decidiu casar-se fazendo questão de cuidar ao máximo de todos os detalhes. O vestido teve que ser ajustado várias vezes, pois Katie continua a perder peso todos os dias devido ao seu cancro.





Um dos acessórios invulgares da festa foi o tubo de oxigênio da Katie. Acompanhou a noiva em toda a cerimônia e durante o copo de água. O outro casal da foto são os pais de Nick, emocionados com o casamento do filho com a mulher que namorou desde a adolescência




Katie, sentada na sua cadeira de rodas e com o seu tubo de oxigênio, ouve o marido e os amigos cantarem para ela.




A meio da festa Katie pára para descansar. A dor não lhe permite que fique de pé por muito tempo.


Katie morreu 5 dias após o casamento.


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Esta história corre pela internet, recebi-a por mail. As fotos venceram um concurso americano de jornalismo. Ver uma jovem tão debilitada vestida de noiva e com um sorriso destes nos lábios...tem que nos fazer pensar...

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Em Mares d'Alma, deixo-vos uma partilha...


segunda-feira, 13 de junho de 2011

A NOITE ESCURA DA ALMA

“Conta-nos Dr.Gordon a história de Jorge Matheson, quando soube que estava condenado à cegueira. Um jovem estudante atravessava a praça duma das antigas universidades escocesas, indo de caminho a seu quarto no internato. Não se sentia bem. Seus olhos estavam fracos, o que tornava o trajeto difícil. Seguindo o conselho dum amigo, havia um especialista em doenças da vista. O médico, depois de um exame minucioso, o avisara firmemente que havia de perder a visão em pouco tempo. Um terrível soco entre os olhos não poderia tonteá-lo mais do que esta notícia. O seu coração estava perturbado. Perderia a visão!...

Todos os planos que tão esperançosamente arquitetara desfaziam-se na sua frente. Com a perda da visão ir-se-iam o ensino na universidade e todos os seus sonhos dourados. Perturbado, confuso, saiu do consultório médico apalpando o caminho como um sonâmbulo.

Jorge era noivo. Encaminhou-se em direção à casa da querida noiva, esperando, sem dúvida, alguma palavra de conforto para o coração dolorido. Como daria ele a triste notícia à moça que ele tanto amava e que prometera ser sua esposa? Seus planos estavam todos mudados; e como receberia ela a notícia?!

Quando lá chegou, contou-lhe em palavras brandas, mas briosas a sua situação, suas mudanças de planos, dizendo-lhe que ela teria liberdade para decidir segundo julgasse melhor. A noiva aceitou a liberdade!

A rejeição da noiva foi o segundo golpe. Pela segunda vez, saiu tristonho e sem enxergar o caminho em que pisava. O golpe parecia acima de suas forças, e a dor lhe sufocava o coração! Mas não estava só. Alguém o aguardava e ternamente fortaleceu seu coração quebrantado, falando-lhe palavras amorosas e dando-lhe os braços do Verdadeiro Amigo e todas as dificuldades foram vencidos. Uma nova disposição o dominou, tomando inteira e permanente posse de sua vida. E do seu coração quebrantado, mas cheio de conforto, saíram palavras de louvor e gratidão a Deus, o Amor que nunca muda sejam quais forem às circunstâncias. Estas palavras são cantadas com a música do hino nº 19 do Cantor Cristão ou nº 38 do Hinário Evangélico. “